quinta-feira, 13 de julho de 2023
Cabras da peste - resenha de filme
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Diga o Que Quiser! Eu Vou Ser Feliz à Beça! - resenha de filme
Ainda sob efeito da comoção com o que assisti, faço este registro pra recomendar fortemente Diga o Que Quiser! Eu Vou Ser Feliz à Beça! e prestar minha calorosa reverência ao realizador, meu colega de turma na faculdade Renato Candido - sim! Pra minha alegria, e pro bem do audiovisual brasileiro, mais um ótimo filme de alguém que tive a alegria de testemunhar seu início de luta artística.
terça-feira, 2 de maio de 2023
PARA'Í - resenha de filme
Com atraso de alguns dias, enfim registro publicamente a satisação de assistir PARA'Í, produção da Descoloniza Filmes, direção de Vinicius Toro, colega meu de faculdade, e envolvimento criativo total na realização dos guaranis da Terra Indígena Jaraguá.
quarta-feira, 19 de abril de 2023
A Alma que Caiu do Corpo - resenha de HQ
Muita gente afrescalhada reclama que, atualmente, não se pode fazer piada com nada e que tudo ofende: "como assim não pode mais fantasia de índio no carnaval?". O caso é que a imagem até então predominante do que significava ser indígena era coalhada de estereótipos racistas devido aos detentores dos meios tradicionais de informação e cultura (velhos brancos broxas) serem uns tapados ignorantes. O que tem acontecido é que, com apoio da internet, membros e conhecedores profundos de outras culturas puderam ter voz e questionar essas representações tacanhas de atividade de escolinha e música da Xuxa - que só vão destruir a infância de quem ainda quiser permanecer infantil mesmo depois de adulto.
Uma obra que acho que contribui bravamente nisso é A ALMA QUE CAIU DO CORPO, publicado pela Editora Veneta, escrito e ilustrado por Andre Toral, pesquisador, consultor e indigenista com mais de 30 anos de experiência com indígenas, que, ao longo da carreira, colocou em quadrinhos episódios reais que lhe eram contados, ou que ele mesmo testemunhava, ou que conheceu em registros históricos. O livro traz 9 dessas quadrinizações realizadas entre a década de 1980 e a de 2010, com histórias tanto curtinhas como mais longas, que se passam no passado colonial brasileiro e em tempos mais recentes.
terça-feira, 1 de novembro de 2022
O Cabeleira - resenha de HQ
O CABELEIRA, com roteiro de Leandro Assis e Hiroshi Maeda, e arte de Allan Alex, publicado pela Editora Desiderata. Cheguei neste título por uma curiosidade de momento com assunto do cangaço e, sabendo por cima que o verdadeiro Cabeleira foi um personagem que antecedeu esse fenômeno social, fui conferir o tratamento e tive uma grata satisfação ao encontrar uma obra superlegal, bastante firme no estilo de narrativa visual e textual, com ação, comoção e reflexão pra dar e vender.
Adaptação do romance de Franklin Távora, lançado em 1876, conta a história de José Gomes, um bandido que, junto com o pai e um comparsa, aterrorizam o sertão da capitania de Pernambuco com seus violentos assaltos, nos quais não são poupados padres, crianças, mulheres ou idosos. E os desenhos de Allan Alex entregam essa barra pesada: com traços próximos ao cartunesco, mas extremamente trabalhados com volume, densidade e proporção (que, pessoalmente, me remetem ao estilo de Laudo Ferreira em Yeshuah, título que adoro pra caramba, que já resenhei anteriormente), o universo visual da história é muito consolidado, tanto com violência gráfica ao gosto de quem curte um gore, quanto na composição do ambiente colonial pernambucano do século XVIII - este, a meu ver, o grande feito da obra.
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
SHAZAM! A Origem do Capitão Marvel - resenha de HQ
O Adão Negro dos anos 1990 é mais fodão que o do The Rock apenas por ter as feições do Boris Karloff (imagens 4 e 5)... precisa dizer mais?
Precisa sim: esse é mais um caso de lembrança que tapeia, pois esta leitura, que me pareceu tão divertida aos 13 anos, agora me desceu quadrada, incrivelmente me dando saudades da origem do Capitão Marvel/Shazam da discutível fase recente dos Novos 52. Talvez por causa da quantidade limitada de páginas, Jerry Ordway optou por resoluções bruscas que, somadas à opção do autor por prestar tributo geral aos anos 1950, sobretudo, no enredo de matinê de cinema, conferiu uma ingenuidade geral que fez o material envelhecer meio mal.
Quer dizer, a arte e a ambientação também prestam esse tributo e são uma delícia (pena ter umas falhinhas de impressão em certas páginas que prejudicaram a nitidez), mas foi só a história que me triscou na releitura...
Bom, dane-se... Fiz esse post só pra compartilhar que o Adão Negro com rosto de Boris Karloff é foda demais!
E, entrecruzando dados: além do clássico Frankenstein, Karloff fez o filme clássico da Múmia... The Rock fez uma das suas primeiras investidas no cinema na nova Múmia... e assim as coisas se amarram.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Yeshua Absoluto - resenha de HQ
Páscoa na pandemia, não tem aparecido lá muitas indicações de versões da Paixão, mas aqui vai uma que me encantou profundamente: o magnífico YESHUAH, do quadrinista Laudo Ferreira.